05/11/2025
" LEIA SEMPRE! ". Fonte: Livro 'No Mundo da Mediunidade', autor: Carlos A. Bacelli
A recomendação de Paulo de Tarso a Timóteo é extraordinária, " EXERCÍTA-TE PESSOALMENTE NA PIEDADE! "
O médium nunca deve se afastar do serviço da caridade em que, tanto quanto possível deve procurar
envolver-se pessoalmente. Não se trata evidentemente, apenas da necessidade de dar bons exemplos a quanto lhes observem as atitudes. A orientação
do apóstolo ao jovem seareiro do evangelho refere-se ao refúgio espiritual que o BEM proporciona aos que não se esquecem de pratica-lo.
Quantos por serem médiuns, não se julgam "DISPENSADOS" de visitar um doente, de ir a uma periferia da cidade,
de ceder de seu tempo aos mais pobres, de cooperar na limpeza do seu templo que frequentam, enfim, devotar-se às atividades às quais devotavam
antes que se definissem mediunicamente?
A prática da caridade imuniza o médium contra o fascínio que acomete quantos passem a ser indiferentes
a dor do próximo. O medianeiro que se distancia do sofrimento alheio olvida uma das mais importantes funções da mediunidade, que é
ser instrumento de conforto espiritual.
Que diríamos da fonte que se furtasse ao sedento ou do pão que se negasse ao faminto? De certa forma, a
necessidade dos semelhantes com os quais convive é termômetro da mediunidade, ou seja, com base nessa aulcuta psíquica efetuadamente direcionada
pelo médium, é que a espiritualidade trabalha.
O médium deve viver no meio, dividindo-se entre as duas realidades existenciais, porquanto a sua tarefa não
se restringe a representar os espíritos juntos dos homens, mas também à de ser uma espécie de sensor da humanidade, para que os espíritos saibam
o que se passa com os homens.
O medianeiro é intermediário dos desencarnados e dos encarnados, é por assim dizer, uma interação entre as
comunidades, visível e invisível, que não existem isoladamente.
Muitos homens de fé se perderam por que se afastaram da realidade social do seu tempo.
Nos templos em que se trancaram, fugiram da maravilhosa experiência do contato com os outros,
esquecidos de que o evangelho foi construido assim. Jesus vivia no meio do povo, trazendo-lhes as boas novas do céu
* Incontáveis inteligencias que megulharam solitariamente em sí, afã do autoconhecimento, entregaram-se
ao delírio e enlouqueceram; perdidas no labirinto da meditação improdutiva. Não lograram encontrar a saída que só lhes seria possível
através do AMOR.
O conhecimento da verdade só se justifica quando se reverte em benefício de alguém. Jesus nos mostrou que
a função do anjo é descer na Terra e não permanecer inativo nas alturas.
O médium que não se preocupa em exercitar-se pessoalmente na piedade, não amplia as fronteiras da
própria sensibilidade e não reconhece o terreno em que deve interagir.
Em que pese à mediunidade ter como base legitima dos fenômenos que produz a vida mental do medianeiro,
o corpo físico que ele transitoriamente ocupa é-lhe importante coletor sensível de dados; por esse motivo, tanto quanto possível, procure viver
o médium NO MEIO DOS QUE SOFREM!
** Preservando a sí mesmo do desequilíbrio que o excesso de informações " TEÓRICAS "
lhe possa originar!
** Mediunidade gera uma mega responsabilidade, nunca faça ou exerça pelo ego, pois lidamos com a vida das
pessoas!
